Brandão é confirmado líder na guerra de pesquisas travada por Weverton, Lahesio e Edivaldo Jr.

Às vésperas das eleições, uma guerra de números, travada pelos candidatos Weverton Rocha (PDT), Lahesio Bonfim (PSC) e Edivaldo Holanda Jr. (PSD) pelo segundo lugar nas preferências do eleitorado, vem sacudindo os bastidores da disputa pelo Governo do Estado. Essa posição garante vaga num eventual segundo turno, mesmo sendo visível uma forte tendência de que a disputa pelo Palácio dos Leões pode ser resolvida já no primeiro turno com a reeleição do governador Carlos Brandão (PSB), franco favorito na corrida, segundo todas as pesquisas. Essa guerra, marcada por outra guerra, a de informação e da desinformação, certamente será alimentada até sábado (01/10), quando o instituto Ipec (ex-Ibope), contratado pela TV Mirante, dará a palavra final sobre previsão de como deve ser o resultado da corrida aos Leões.

A guerra dos números atingiu primeiro a pesquisa Econométrica, que prevê a possibilidade de o governador Carlos Brandão ser reeleito no primeiro turno, tendo o candidato Lahesio Bonfim em segundo lugar, tornando-o seu adversário na hipótese de uma segunda rodada. O levantamento deveria ter sido divulgado na segunda-feira, mas foi embargada na Justiça pelo QG do senador Weverton Rocha. O tiro saiu pela culatra, uma vez que a Justiça liberou a divulgação dos números na terça-feira, com impacto direto no debate entre os candidatos na TV Mirante, no qual o candidato do PDT sofreu um pesado bombardeio de perguntas incômodas.

Logo após o debate, que foi marcado por um confronto direto entre os candidatos do PDT, do PSC e do PSD, o instituto Exata, contratado pela TV Difusora, acusada por muitos de ser linha auxiliar do candidato do PDT, divulgou uma pesquisa confirmando liderança folgada do governador Carlos Brandão, mas sem previsão de turno único, e apontando o senador Weverton Rocha em segundo, onze passos atrás do líder, mas nove passos à frente de Lahesio Bonfim. No dia anterior, o QG do senador pedetista tentara interceptar uma pesquisa do instituto Scala, com base no Tocantins, contratado por Lahesio Bonfim, informando que o candidato do PSC estaria em segundo lugar, confirmando a informação do Econométrica.

E para incrementar mais ainda a guerra de números, o mundo político foi surpreendido pelas redes de WhatsApp, na terça-feira, com a divulgação de uma pesquisa do instituto Percent Brasil, de Mato Grosso do Sul, apontando a liderança do governador Carlos Brandão, mas com o candidato Edivaldo Holanda Jr. em segundo lugar, com Lahesio Bonfim em terceiro e, para espanto de todos, Weverton Rocha na quarta posição. A tal pesquisa foi amplamente divulgada nas redes sociais e duramente contestada, tanto pelo QG de Lahesio Bonfim, quanto pelo comando da campanha de Weverton Rocha. E como não poderia deixar de ser, partidários de Edivaldo Holanda Jr. fizeram festa com tal informação, causando perplexidade em muitos observadores.

Chama a atenção o fato de que, independentemente dos seus financiadores, todas as pesquisas apontaram a liderança, ampla e sólida, do governador Carlos Brandão. Nesse ambiente, uma prevendo a possibilidade da sua reeleição em turno único, outras lhe dando percentuais mais modestos, mas robustos o suficiente para vencer a disputa no primeiro e no segundo turno. Outro ponto destacado é a posição do senador Weverton Rocha, que parecia consolidada, mas foi agora colocada em xeque pela pesquisa Econométrica e por uma do instituto tocantino Scala, as quais, mesmo com percentuais diferentes, o encontraram atrás do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, aumentando a incerteza nas suas hostes.

A eleição para o Governo do Estado está decidida? Não é possível afirmar que sim ou que não com total segurança. Mas a julgar pelo histórico de pesquisas divulgadas nessa campanha, não restam dúvidas de que o governador Carlos Brandão é o candidato mais viável, que cresceu compassadamente, mas com firmeza, credenciando-se à renovação do mandato. Com o apoio determinado e politicamente correto do ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato favorito ao Senado, e do ex-presidente Lula da Silva (PT), favorito ao Palácio do Planalto, não será surpresa se sua eleição se der em turno único.

Lembrando que o eleitorado tem seus caprichos e seus momentos de imprevisibilidade.