Mais de 30% dos municípios brasileiros não registram mortes por Covid-19 em julho, maior percentual em 5 meses

Mais de 30% dos municípios brasileiros não registram mortes por Covid-19 em julho, maior percentual em 5 meses

Foram 1.750 cidades sem notificação de mortes no último mês, um aumento de 35% em relação às 1.293 de junho. Levantamento do G1 foi realizado com dados tabulados pelo pesquisador Wesley Cota, da Universidade Federal de Viçosa.

Em julho deste ano, 31% dos municípios brasileiros não registraram mortes por Covid-19, o maior número dos últimos cinco meses. É o que mostra levantamento exclusivo do G1, usando dados tabulados pelo pesquisador Wesley Cota, da Universidade Federal de Viçosa (veja a evolução mês a mês no vídeo acima).

Foram 1.750 cidades sem notificação de óbitos no último mês, um aumento de 35% em relação às 1.293 de junho. É o maior número desde fevereiro, quando 2.202 municípios registraram zero morte.

A maior parte dos municípios sem mortes tem menos de 10 mil habitantes. São 1.250 nessa faixa populacional (71% do total).

A cidade mais populosa sem mortes registradas em julho de 2021 é Coari (AM), com 85.910 habitantes, que no início do ano chegou a ver pacientes morrerem por falta de oxigênio.

Número de cidades sem morte aumenta — Foto: Guilherme Gomes/G1
Número de cidades sem morte aumenta — Foto: Guilherme Gomes/G1

As regiões Norte e Nordeste registraram o maior percentual de municípios sem mortes em julho.

Ao todo, 172 municípios do Norte não notificaram mortes no último mês, o equivalente a 38% do total. Já no Nordeste, foram 670 sem óbitos (37% do total).

Mortes em queda

Os dados mostram que 63% dos municípios registram queda na média diária de mortes por Covid-19 em julho quando comparado ao mês anterior. É o maior percentual desde o início da pandemia

Ao todo, 3.483 cidades brasileiras tiveram redução na média diária de óbitos no último mês em relação a junho.

Nos mapas abaixo é possível ver a evolução das mortes ao redor do Brasil desde o início da pandemia, com picos em julho de 2020 e em abril deste ano.

G1 Maranhão

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